A Vida do Viajante
Luíz Gonzaga
Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a saudade no coração
Minha vida é andar…
Leia mais

Evento têm o tema “Almoço da Peste” e no cardápio Baião de Dois, Vaca Atolada e cerveja gelada.
No último domingo do mês, dia 29 de Abril, acontece a 6ª edição do Fornalha – O Sabor da Música que traz o tema Almoço da Peste com o cardápio e o ritmo nordestino. A festa que foi um sucesso em todas as suas edições passadas sempre com pratos tradicionais e samba, resgata as origens nordestinas com Baião de Dois e Vaca Atolada no cardápio e forró de trilha sonora, comandada pelo Trio Virgulino.
O 6º Fornalha acontece no Barracão da Samia (R. Augusto Peterlevitz, 230 – Bela Vista) em Nova Odessa. Os ingressos no valor de R$ 25 (Almoço + Caneca + Couvert Artístico) são limitados e os interessados devem enviar email com nome completo para – fornalha@quecorralavoz.com – confirmando presença (pagamento efetuado na entrada do evento). (NOMES ESGOTADOS) Leia mais
Revirando o Baú dos editorias do Canto da Ema encontramos uma linda homenagem do Paulinho Rosa para o Enok. Confira.
A Luz do Forró
Catarata Congênita não é um nome bonito, aliás, nem o que ele significa é lá muito legal, mas foi ela quem trouxe o rapaz Enok Virgulino para o Sudeste. Catarata Congênita é o nome de uma doença genética que causa seríssimos problemas nos olhos. Dificilmente quem tem tal problema tem mais de 20% da visão. Seria resolvível, em parte, se a pessoa fizer uma operação até os 7 anos de idade, mas como o nosso personagem não tinha condições financeiras e conhecimento para isso, deixou a vida caminhar.
O que seria um drama e possivelmente uma desculpa para autopiedade e preguiça de viver, virou, para esse pernambucano de Parnamirim, mais uma força para tocar a vida em frente. E tocar literalmente, pois já que não via muito bem, apelou para outros sentidos, e a audição passou a se revelar, foi quando começou a tocar alguns instrumentos musicais.
Enok passou a se deliciar com o que ouvia e morando no sertão vizinho a Exu, terra de Luiz Gonzaga, é claro que iria para o forró!! Errado! Fez parte de uma banda de rock.
Foi por pouco tempo, pois acabou ganhando de seu pai uma sanfona, fruto de uma aposta de cachaceiros. Lá se foi aquele menino de olhar engraçado, sorriso fácil, meio desconjuntado, mas com uma luz que viria a iluminar todo o reaparecimento do forró na região Sudeste.
Enok veio para São Paulo atrás de tentar curar sua doença. Montou um Trio de Forró, o Trio Virgulino, na companhia do amigo parnamiriense Adelmo e do exuense Roberto, colegas de infância. Entre feiras, bailes e chapéus estendidos à espera de moedas, Enok acabou conhecendo alunos de veterinária da USP e daí iniciou-se uma paixão ilimitada entre o Trio Virgulino e os estudantes de São Paulo. Leia mais
E d i t o r i a l
Clássicos de uma Aldeia Chamada Forró
Tem coisas que já nascem tradicionais e se tornam clássicos antes mesmo de serem maciçamente conhecidas, mas que por características muito próprias já atingem um patamar que as coloca na posição de serem relembradas eternamente.
A maioria do que chamamos de clássico, entretanto, ganham tal fleuma com o tempo.
O que antes era brega pode hoje ser um clássico. O que era popularesco pode virar um clássico. Algo que não gostamos quando lançado imediatamente, com o passar do tempo e a saudade nostálgica que provoca naqueles mesmos que antes repudiavam, acabam por se tornar verdadeiros clássicos.
Existem coisas que já surgem como clássicos, nossos sentidos já as identificam como “companheiras” eternas do nosso paladar, sejam ele de qual for. O tempo, neste caso, apenas corrobora com essa obviedade.
Algumas obras conseguiram se tornar símbolos de uma época e espelhos de uma geração logo no lançamento, isso pela qualidade, tema ou consequências comportamentais relacionadas Leia mais